quarta-feira, 21 de abril de 2010

Sugestões de Atividades para crianças a partir dos 03 anos

Segunda Infância: Fantasia e Imaginação:

Fase lúdica e predomínio do pensamento mágico;
(dos 3 aos 6 anos)

Aumenta, rapidamente, seu vocabulário;
Faz muitas perguntas. Quer saber “como” e “por quê ?”;
Egocentrismo - narcisismo;
Não diferenciação entre a realidade externa e os produtos da fantasia infantil;
Desenvolvimento do sentido do “eu”;
Tem mais noção de limites (meu/teu/nosso/certo/errado);
Tempo não tem significação - não há passado nem futuro, a vida é o momento presente;
Muitas imagens ainda completando, ou sugerindo os textos;
Textos curtos e elucidativos;
Consolidação da linguagem, onde as palavras devem corresponder às figuras;
Para Piaget, etapa animista, pois todas as coisas são dotadas de vida e vontade;
O elemento maravilhoso começa a despertar interesse na criança.
Dos 6 anos aos 6 anos e 11 meses, aproximadamente
Interesse por ler e escrever.
A atenção da criança esta voltada para o significado das coisas;
O egocentrismo está diminuindo. Já inclui outras pessoas no seu universo;
Seu pensamento está se tornando estável e lógico, mas ainda não é capaz de compreender idéias totalmente abstratas;
Só consegue raciocinar a partir do concreto;
Começa a agir cooperativamente;
Textos mais longos, mas as imagens ainda devem predominar sobre o texto;
O elemento maravilhoso exerce um grande fascínio sobre a criança.

Sugestão de Leitura:
3 a 6 anos
Os livros adequados a essa fase devem propor “vivências radicadas” no cotidiano familiar da criança e apresentar determinadas características estilísticas.
Predomínio absoluto da imagem, (gravuras, ilustrações, desenhos, etc.), sem texto escrito, ou com textos brevíssimos, que podem ser lidos, ou dramatizados pelo adulto, a fim de que a criança perceba a inter-relação existente entre o “mundo real”, que a cerca, e o “mundo da palavra”, que nomeia o real. É a nomeação das coisas que leva a criança a um convívio inteligente, afetivo e profundo com a realidade circundante.
As imagens devem sugerir uma situação que seja significativa para a criança, ou que lhe seja, de alguma forma, atraente.
A graça, o humor, um certo clima de expectativa, ou mistério são fatores essenciais nos livros para o pré-leitor.
As crianças, nessa fase, gostam de ouvir a história várias vezes. É a fase de “conte outra vez”.
Histórias com dobraduras simples, que a criança possa acompanhar, também exercem grande fascínio. Outro recurso é a transformação do contador de histórias com roupas e objetos característicos. A criança acredita, realmente, que o contador de histórias se transformou no personagem ao colocar uma máscara, chapéu, capa, etc..
Podemos enriquecer a base de experiências da criança, variando o material que lhe é oferecido. Materiais como massa de modelar e argila atraem a criança para novas experimentações. Por exemplo, a história do “Bonequinho Doce” sugere a confecção de um bonequinho de massa, e a história da “Galinha Ruiva” pode sugerir amassar e assar um pão.
Assim como as histórias infantis, os contos de fadas têm um determinado momento para serem introduzidos no desenvolvimento da criança, variando de acordo com o grau de complexidade de cada história.
Os contos de fadas, tais como: “O Lobo e os Sete Cabritinhos”, “Os Três Porquinhos”, “Cachinhos de Ouro”, “A Galinha Ruiva” e “O Patinho Feio” apresentam uma estrutura bastante simples e têm poucos personagens, sendo adequados à crianças entre 3 e 4 anos. Enquanto, “Chapeuzinho Vermelho”, “O Soldadinho de Chumbo” (conto de Andersen), “Pedro e o Lobo”, “João e Maria”, “Mindinha” e o “Pequeno Polegar” são adequados a crianças entre 4 e 6 anos.
Os contos de fadas citados na fase anterior ainda exercem fascínio nessa fase. “Branca de Neve e os Sete Anões”, “Cinderela”, “A Bela Adormecida”, “João e o Pé de Feijão”, “Pinóquio” e “O Gato de Botas” podem ser contadas com poucos detalhes.

Falando um pouco sobre bebês e brincadeiras.

Em torno de 3 anos as crianças podem também apontar os lápis. Mas tome cuidado na hora de comprar os lápis e giz, de forma que não contenham elementos danosos para a saude. As crianças gostam de desenhar e pintar, como tambem mostrar suas criações para pais e conhecidos.
As tintas de dedo são as preferidos das maiorezinhas. Com as mãos sobre o papel estao prontas para pintar com muita alegria. Papéis mais grossos são os indicados, como também maiores.
Gostam também de construir suas próprias casinhas. Feitas de caixa de papelão com portas e janelas de abrir e fechar. Os móveis também podem ser construídos com caixinhas. Elas mesmas podem pintá-las.
As crianças podem fazer colares de diversos materiais. Como modelar formas para pintá-las depois.
No segundo ano de vida podem também começar a cantar. Cantem juntos! Elas aprendem rapidamente.
De às crianças instrumentos musicais simples e fáceis de fazer manualmente. Esses podem ser uma tampa de panela, uma colher que proporciona ritmos como também os instrumentos ritmicos industrializados: xilofone, tambor, piano elétrico.

VÁRIAS DICAS DE ATIVIDADES:

Jogos de memória
- Recorte e colagem (papel picado, grãos, contas).
-Rasgar papéis com as mãos.
-Amassar os papéis picados.
-Confecção de colares.
-Pintura a sopro, a dedo e/ou a pincel.
-Massinhas de modelar.
-Argila
-Brincar de faz-de-conta.
-Mímicas: rir, chorar, dar gargalhadas, fazer caretas, piscar.
-Dançar.
-Correr com e sem apoio.
-Equilibar-se num pé só.
-Reconhecer e nomear partes do seu corpo e dos outros.
-Brincar com água, terra, argila,areia, barro.
-Reconhecer os sabores, doce, salgado, amargo, azedo.
-Reconhecer as temperaturas: frio, quente, gelado.
-Participar de brincadeiras rimadas e ritmadas, cantigas de roda, canções folclóricas.
-Dramatizar cenas familiares e histórias curtas e repetidas freqüentemente.
-Observar e explorar o ambiente através do tato.
-Identificar formas: quadrado, círculo, triângulo, retângulo.
-Identificar cores.
-Representa, por meio de gestos, sem utilização de objetos,: o fechar portas, calçar sapatos, receber uma visita, cozinhar, lavar, etc.
-Rodinha para conversação.
-Andar imitando um trenzinho, transpondo obstáculos, passando por baixo de mesas eu formarão um túnel, circundar objetos. -Morto-vivo (jogo)
-Andando, chegar a um ponto determinado na sala, equilibrando um objeto na mão, na cabeça, etc.
-Brincadeiras com bolas, petecas, balões, água, massa para desenvolver a percepção tridimensional, a percepção de distância e orientação espacial.
-Ajudá-la no desenvolvimento do vocabulário, encorajando-a na identificação das atividades realizadas nas tarefas diárias.
-Ensiná-la a identificar as roupas que usa e os diferentes passos no processo de vestir e despir.
-Confecção de bandinha rítmica, para propiciar o canto acompanhado de instrumentos musicais
- Exercícios para desenvolver a lateralidade.
-Desenho espontâneo com lápis de cera.
- Fazer como se pedalasse uma bicicleta: pernas duras e flexionadas
-Utilizar fantoches, teatro de máscaras, teatro de sombra para apresentação (histórias) às crianças.
-Corrida de cavalinho: fazer uma fila com as crianças e colocar pequenos obstáculos como latinhas, saquinhos de areia, espalhados pela área em círculo. Ao sinal de um apito, palmas, as crianças saem correndo procurando saltar os saquinhos.
-Imitar o pulo do sapo, do macaquinho, do coelhinho, o peixinho nadando, a minhoca se arrastando e o som de animais conhecidos.
-Desenhar um caracol no chão, as crianças devem andar em cima da linha, no sentido de ir e voltar.
- Manipulação de material de sucata.
-Conversar com as crianças ao máximo, aproveitando todos os momentos, tendo como temas sua família, seus brinquedos, seus amigos, suas brincadeiras
No início esse material todo é naturalmente excessivo. Talvez seja melhor começar apenas com os papelões por no máximo 1 hora e no próximo instante com os balões, etc.

CARAS E CARETAS
Mudando as expressões, a garotada mostra raiva e ainda pode imitar um bichinho.
_ IDADE A partir de 3 anos.
_ O QUE DESENVOLVE Capacidade de representar os sentimentos.
_ COMO BRINCAR Coloque a turma ao seu lado, em frente a um espelho, e peça para todos imitarem as suas expressões.
Depois diga o que significam. Se você franzir a testa, diga que está sério ou bravo; torcer o nariz demonstra desprezo; falar com os dentes cerrados indica raiva; sorriso mostra alegria.
Depois, imite animais: um coelho, franzindo o nariz, ou uma cobra, colocando a língua para dentro e para fora.


Faixa Etária: 4 à 6 anos de idade:
Aqui procuraremos dar sugestões práticas para seu trabalho; agora para criança de 4 a 6 anos de idade. Trabalhar com esses pequeninos(as) pode ser muito prazeroso. Basta “arregaçar as mangas”, informar-se, preparar-se, preparar o material necessário e deixar que a direção de Deus atue e a imaginação voe! Não tenha medo de usar sua criatividade e experimentar coisas novas:
Nesta idade de 4 a 6 anos, as crianças já possuem um pouco de concentração, mas precisam expandir sua potencialidade. Por isso devemos proporcionar um ambiente e atividades agradáveis e favoráveis a esse desenvolvimento. Aqui estão algumas sugestões:


1 - ARRUMANDO NOSSO “NINHO”:

Utilize trabalhos em grupo para ornamentar a sala. Procure ter algumas prateleiras para colocar brinquedos coloridos, caixas com livros de histórias, revistas, etc. As caixas deverão ser encapadas da forma mais alegre possível. Nesta faixa etária eles já produzem bastante. Por isso, aproveite essa disposição e faça exposição dos trabalhos ao final de cada unidade.


2 - REUNINDO NOSSA ARTE:

Você poderá comprar ou confeccionar pastas ou envelopes onde semanalmente as crianças guardarão seus trabalhinhos. Assim, ao final da unidade, todos poderão levar para casa as lições que estudaram na E.D.

Não se esqueça:
- Coloque nome, data e título em cada trabalho, correspondendo a cada lição;
- Deixe que a criança ornamente seu envelope com um desenho livre, colagem ou pintura;
- Coloque também no envelope, em destaque, o nome da classe, da criança e das professoras;
- Os envelopes ou pastas podem ser confeccionados em papel pardo, cartolina, folha de computador, etc.

3 - MÚSICA:

A música é algo fabuloso! A criança gosta muito de cantar e fazer gestos. Por isso, selecione cânticos simples, bem ritmados, com linguagem de fácil compreensão e que esteja dentro da realidade da criança. Use bastante expressão corporal. Não devemos utilizar cânticos com simbologia complicada pois ela está na fase do concreto. Examine as mensagens que estão contidas nas canções para que não escape algum conceito contrário à nossa fé, como por exemplo, idéias racistas, culto ao individualismo, teologias e doutrinas que ferem nossa fé e prática cristãs.

4 - SUCATA:

Sucata é material fácil de ser adquirido e muito rico e próprio para diversas criações. Voce deve criar um estoque desses materiais. Junte rolinhos de papel higiênico, chapinhas de refrigerante, forminhas de doce, papéis de balas, caixas de sapato, de gelatina, de ovos... A partir daí você pode criar junto com as crianças: monte bonecos, árvores, casas, flores,...





5 - HISTÓRIAS:

Quem não gosta de ouvir histórias? Criança também! Criança gosta muito de ouvir boas histórias. Muitas vezes pede bis!
Contar histórias é uma arte! O contador de histórias precisa se aprimorar a cada dia nessa arte! Contar histórias não é mostrar gravuras e ler um texto. É se transportar para aquele acontecimento e vivenciar passo a passo essa maravilhosa experiência!
Observações: Para contar a história você pode utilizar:
a) Dramatização - Faça uma campanha e arrecade objetos da vida diária: chapéus, sapatos, casacos, gravatas, bolsas, guarda-chuva,...
b) Fantoches - de todos os tipos (de vara, de dedo, feito com meia, grandes, pequenos)...
c) Gravuras
d) Sonoplastia (separe antecipadamente objetos que farão sons específicos, de acordo com o texto: chapinha, moeda, sapato, buzinas, apitos)...
e) Você precisa lembrar sempre que história é coisa séria e também uma gostosa brincadeira. É preciso criar vozes para os personagens

6 - COLAGEM:

Você pode usar os mais diversos tipos de material para essa atividade:
- Jornal, papel glacê, celofane, cartolina, papel ofício, crepom...
- Areia colorida (basta colocar anilina colorida na areia e depois colocar para secar)
- Barbante (para colorir, basta colocar anilina com álcool)
- Cortiça, lã, etc.

7 - DESENHO/COLORIDO:

Criança gosta muito de desenhar. Por isso tenha sempre papel, lápis cera, lápis de cor, etc. Entretanto, não “sature” a criança com esta atividade. Às vezes por comodismo ou na falta de outras idéias e atividades, tornamos a repetir inúmeras vezes essa atividade que não nos dá muito trabalho. Assim, a atividade do dia acaba sendo sempre desenho livre e pintura. É importante proporcionar às crianças outros tipos de atividades, outras experiências.
Com 5 e 6 anos, as crianças já podem manusear tesouras (sem ponta), uma atividade interessante nesta fase é montar painéis e cartazes (elas podem desenhar e colorir numa folha e depois recortar para montar um painel conjunto ou procurar gravuras em revistas ligadas ao tema estudado, etc).

Você também pode utilizar giz molhado para desenho. Assim, o desenho não se apagará futuramente.


8 - PINTURA:

Pode ser feita com guache, com cola colorida, etc... Pode-se utilizar as técnicas de pintura a dedo, com pincel, pintura no corpo (mão, pé), etc.
Observação: Como fazer cola colorida? Basta colocar anilina na cola branca, sacudir e já está pronta para ser utilizada. E caso não tenha pincel, improvise: você pode utilizar cotonetes ou amarrar um chumaço de algodão no palito de churrasco

9- JOGOS:

Proporcione jogos para as crianças. Você mesma(o) pode confeccionar: O quebra-cabeça, por exemplo: selecione um desenho simples, de revista ou desenhado à mão livre, cole na cartolina e recorte em peças graúdas. Guarde em caixinhas de gelatina (encapadas) para não perder as peças.
Faça uma campanha na Igreja e restaure os brinquedos e jogos que estiverem necessitando de conserto. Ou adquira novos jogos.

10 - PASSEIOS:

O passeio pode ser mais que um momento de lazer, pode ser momento de descoberta! Organize um passeio com sua turma. Monte uma equipe responsável que poderá lhe auxiliar.
Veja o local e o transporte com antecedência e não esqueça de levar: água, lanche, brinquedos (bolas, cordas de pular, raquetes, etc), caixinha de primeiros socorros, violão, muita disposição e alegria...

11 - CRIANÇA GOSTA DE AJUDAR:

Nesta faixa etária as crianças gostam muito de cooperar. Escolha uma ou duas crianças para serem seus ajudantes dominicais. Seria bom que você fizesse um cartaz para fixar os nomes dos(as) ajudantes.
Não se esqueça: brinque com seus alunos(as). Envolva-se com eles(as) não só durante a lição, mas crie um laço de amizade e companheirismo.


Você mesmo constrói essas divertidas engenhocas
Materiais simples ou sucatas podem virar um brinquedo nas mãos de uma criança. Para isso, basta que ele faça pensar, intrigue ou simplesmente divirta. Quer ver só? Entregue a ela um cavalinho de pau e observe se ela não sai cavalgando pela escola
Os brinquedos dizem muito sobre o tempo, a cultura e as características de um povo. Uma coisa, no entanto, não muda. O encanto que causam nas crianças. Com objetos simples, elas se entretêm e viajam para um mundo de imaginação – se transformam em cavaleiros e equilibristas, voam pelos céus... Para incrementar ainda mais esses momentos de diversão, convide os pequenos para uma oficina. Eles vão dar mais valor aos tradicionais cavalos de pau, pés de lata e bambolês se ajudarem você a produzi-los.
Botão*
Estica e solta, estica e solta... assim a criançada faz as tampinhas desse brinquedo girarem, produzindo um barulhinho mágico
IDADE A partir de 4 anos.
O QUE DESENVOLVE Coordenação motora e ritmo.
COMO FAZER O modelo tradicional é feito com um pedaço de fio que passa pelos dois furos de um botão grande amarrado com um nó nas pontas. Para esta variação, que produz som, separe quatro tampinhas de garrafa PET; um pedaço de fio de náilon torcido ou barbante fino de 1 metro de comprimento; três pedrinhas ou miçangas; e fita adesiva. Esquente a ponta de um prego pequeno e faça dois furos em cada tampinha de forma que eles fiquem centralizados. Passe-as pelo cordão de maneira alternada: uma de boca para baixo e outra de boca para cima. Dê um nó unindo as pontas da linha. Dentro de uma das tampas centrais, coloque as pedrinhas ou miçangas e tampe com a outra. Una-as com fita adesiva. Cuidado para que as linhas não fiquem torcidas dentro das tampinhas. Deixe-as esticadas, com um orifício bem na direção do outro.
COMO BRINCAR As duas tampinhas que ficam nas extremidades servem para segurar o brinquedo. Mantenha uma em cada mão e, com o cordão frouxo, dê um impulso para a frente para enrolar bem o cordão. Estique em seguida. As tampinhas do meio giram em grande velocidade produzindo um barulhinho. Depois, é só esticar e afrouxar o cordão.

Cavalo de pau:
Cada um monta em seu “animal” e sai cavalgando pela escola. Outra boa pedida é a garotada apostar uma corrida
IDADE A partir de 4 anos.
O QUE DESENVOLVE Coordenação motora e exercício de pernas e pés.
COMO FAZER Desenhe a cabeça do cavalo em um pedaço de EVA e recorte. É possível substituir esse material por papel cartão. Dobre ao meio, desenhe o olho e faça vários furos, alinhados, a um dedo de distância da borda. Deixe um espaço sem furar na parte de baixo. Corte pedaços de 50 centímetros de lã e passe pelos furos. Amarre-os para fechar a cabeça do cavalo e compor a crina. Faça também um ou dois furinhos para formar o focinho do animal. Encaixe a cabeça em um cabo de vassoura.
COMO BRINCAR A criança monta no brinquedo e “cavalga” pela escola. Você pode organizar uma corrida. Trace no chão uma linha de partida e outra de chegada e dê o sinal de largada. Outra sugestão é usar os cavalos nos teatrinhos. Todo príncipe monta um belo animal.

Enrola-bola
Um pulo e uma gingadinha para a direita. Outro pulo e outra gingadinha... Em dupla, as crianças brincam até enrolar a bola no cordão
IDADE A partir de 4 anos.
O QUE DESENVOLVE Coordenação motora, integração com o parceiro e ritmo.
COMO FAZER No centro de um pedaço de cordão de algodão grosso de 1,5 metro de comprimento, pendure uma corda fina de 40 centímetros. Na ponta dela, prenda uma bola de meia de náilon, recheada com retalhos de tecido ou fios de lã. Em cada ponta do cordão principal amarre um pedaço de 1 metro de corda fina.
COMO BRINCAR A brincadeira é feita em dupla. Cada um amarra um pedaço da corda em sua cintura. O objetivo é enrolar a bola no cordão. Para isso, as duas crianças têm de gingar e pular de maneira coordenada. Quando conseguirem, proponha à dupla repetir a brincadeira só que posicionada de lado e, depois, de costas. Sugira também uma corrida. Na ida, os parceiros enrolam a bola e, na volta, desenrolam.
Pé de lata
As crianças andam para lá e para cá em cima das latas. Quando já tiverem prática, elas podem apostar uma corrida
IDADE A partir de 5 anos.
O QUE DESENVOLVE Equilíbrio e coordenação motora.
COMO FAZER Faça dois furos diametralmente opostos no fundo de uma lata de achocolatado ou leite em pó. Passe uma corda de náilon de 1,2 metro pelos furos da lata e una as extremidades com um nó bem forte dentro do recipiente. Coloque a tampa e decore com retalhos de plástico adesivo ou tinta. Faça o mesmo com outra lata.
COMO BRINCAR Os alunos sobem nas latas e tentam se equilibrar segurando nas cordas. Além de andar pela escola com os pés de lata, eles vão se divertir apostando uma corrida, andando para trás ou vencendo um percurso com obstáculos.

Bambolê
Rebolar bem é o que basta para manter o bambolê na cintura. Mas as crianças também se divertem girando o brinquedo no pescoço, nos braços e nas pernas
IDADE A partir de 6 anos.
O QUE DESENVOLVE Ritmo e equilíbrio.
COMO FAZER Corte 1,5 metro de mangueira de gás. Una as pontas com fita crepe, formando um aro. Para os menores, que ainda não conseguem girar o bambolê em torno da cintura, faça aros pequenos usando 60 centímetros de conduíte. Você pode colocar arroz, pedrinhas, guizos e sementinhas dentro dele antes de fechar. Na hora em que os pequenos estiverem rodando o brinquedo, vão escutar um agradável som.
COMO BRINCAR A criança coloca o bambolê na cintura e o roda. Para mantê-lo girando, é preciso movimentar o quadril, como um rebolado. É possível também rodá-lo em outras partes do corpo: no pescoço, nos braços e nas pernas, além de jogá-lo para cima e tentar encaixar nos braços. Para que todos brinquem juntos, organize uma competição. O objetivo pode ser ficar mais tempo com ele em torno da cintura ou bambolear andando, sem deixar o brinquedo cair.

Capucheta
Feita de jornal, essa variação do papagaio (ou pipa, como é conhecido em algumas regiões) vai divertir a meninada nos dias de vento
IDADE A partir de 6 anos.
O QUE DESENVOLVE Coordenação visual e motora, ritmo e relação entre espaço e tempo.
COMO FAZER Corte um quadrado de folha de jornal com 32 centímetros de lado. Apenas para marcar o papel, dobre a folha ao meio, formando um triângulo. Abra a folha deixando a marca em posição vertical e vire para trás a ponta de cima. Com um palito, faça um furo em cada uma das outras pontas. Corte um pedaço de linha de 30 centímetros, passe pelos furos das pontas direita e esquerda e amarre. Agora faça a rabiola. Corte 70 centímetros de linha e amarre tirinhas de jornal nela, uma seguida da outra. Prenda esse fio na ponta de baixo. Por fim, fixe a linha do carretel no centro do fio preso nas laterais.
COMO BRINCAR O aluno segura a linha da capucheta e começa a correr. Enquanto ele avança, o vento ajuda a colocá-la no alto. Para fazer essa atividade em grupo, você pode organizar um campeonato em que o desafio é ficar mais tempo com o papagaio no ar.
LEMBRETE Só é possível brincar em dias de vento e longe da rede elétrica. Alerte a criançada para os perigos do cerol.
Passa-bola
Ninguém pode tocar na bola, que passa de uma criança para outra com a ajuda de um “copinho”
IDADE A partir de 6 anos.
O QUE DESENVOLVE Coordenação visual e motora e noção de distância.
COMO FAZER Corte uma garrafa PET ao meio. Você vai utilizar apenas o lado em que fica a tampa, pois é mais fácil para a criança segurar. Pinte a tampinha e a borda do suporte com tinta acrílica ou encape com plástico adesivo colorido. Essa marcação facilita a visualização se a garrafa for transparente. Faça a bola recheando uma meia com jornal. Para fechá-la, fixe a ponta com cola para tecido ou costure.
COMO BRINCAR O objetivo é jogar a bola com um suporte sem deixá-la cair no chão. Se a criança for brincar sozinha, segura um suporte em cada mão e joga a bolinha de um lado para o outro. Em grupo, organize os alunos em roda ou em fileiras e dê um “copinho” para cada um. Um deles inicia a brincadeira jogando a bola para um colega, que vai pegá-la com o “copinho” e jogá-la para outro.
Diabolô*
As crianças vão se transformar em pequenos malabaristas com esse brinquedo nas mãos
IDADE A partir de 7 anos.
O QUE DESENVOLVE Coordenação motora, ritmo e concentração.
COMO FAZER Escolha duas garrafas PET com formato arredondado. Corte-as 15 centímetros a partir da boca, desprezando a parte de baixo. Corte também o gargalo de uma delas. Lixe as bordas para tirar as rebarbas. Encaixe as duas pela boca e rosqueie a tampa prendendo uma na outra. Decore o brinquedo com tinta ou plástico adesivo. Para o suporte, use duas varetas de 8 milímetros de diâmetro por 25 centímetros de comprimento e 1 metro de barbante. Fure as duas varetas em uma das extremidades e passe-as pelo cordão. Dê um nó nas pontas.
COMO BRINCAR A criança coloca o diabolô no chão e passa a corda por baixo dele, segurando uma vareta em cada mão. Ela rola o brinquedo pelo chão para pegar embalo e o levanta. Com uma das mãos, dá puxadas rápidas para que ele gire somente em um sentido. A outra mão apenas acompanha os movimentos. É importante ficar sempre de frente para uma das bocas do diabolô. Se ele pender para a frente ou para trás, é preciso ajeitá-lo novamente. Depois de dominar esses movimentos, é possível jogar o diabolô para o alto. Para isso, a criança abre rapidamente os braços, dando um impulso para cima. Para pegá-lo, mira o cordão no centro do brinquedo e, assim que ele voltar, afrouxa o cordão.
Brincando com regras
Ao impor desafios, o dominó e o jogo do varal ensinam turma de pré-escola de Curitiba a encarar vitórias e derrotas com naturalidade
Viver em sociedade significa lidar com regras o tempo todo e na escola não é diferente. Mas será que desde pequeno é preciso conviver com normas? Quando se avaliam os benefícios desse trabalho, a resposta fica clara: sim. Os jogos de regras, aqueles que se jogam em grupo segundo normas preestabelecidas e visando um objetivo, são importantes na Educação Infantil. Além de mostrar que as restrições podem representar desafios divertidos, eles desenvolvem questões importantes, como a adequação a limites, a cooperação e a competição. A professora Cinthia Dolgan Oliveira, da CEMEI Colombo, em Curitiba, trabalha com vários deles em sua sala de 5 e 6 anos. Ela ressalta a importância de uma boa preparação antes de iniciar as partidas. “A classe só se concentra quando entende a lógica do jogo”, diz. É por isso que a atividade com o dominó tem duas etapas. Primeiro, ela apresenta peças gigantes. Cada criança recebe uma e, em sua vez, tem de encaixá-la numa das pontas. Quando todos entendem a dinâmica, Cinthia divide a garotada em grupos de quatro.Cada um recebe sete peças e a partida começa. O principal ponto, no início, é que as regras sejam compreendidas e que todos se adaptem a elas. Esperar a vez é uma das determinações mais difíceis de cumprir. Assim, não é aconselhável formar grupos grandes. A primeira satisfação da criança é se sentir ativa e participante. Isso determina seu interesse pela atividade.


Ganhar e perder
Os pequenos jogam uns contra os outros, mas nem sempre têm consciência da competição. “Ainda não é claro que, para um ganhar, outro deve perder”, explica a psicopedagoga Lia Leme Zaia, de Campinas.”É normal, portanto, que o grupo diga que ganhou no final. “A percepção de que existe um vencedor vem aos poucos, e o professor deve intervir apenas questionando sobre o objetivo do jogo e se todos chegaram a ele. Quando a criança passa a identificar a vitória e a derrota, outras questões se colocam. É natural que ela queira ganhar e, para que isso aconteça, fatores como sorte, habilidades específicas e estratégia entram em cena. Introduzir jogos que demandem diferentes capacidades (domínio do raciocínio matemático, conhecimento do alfabeto, desenvolvimento motor etc.) é importante, pois os pequenos notam que há aqueles em que vencem com mais facilidade e outros que não dominam tão bem.Ao perceber a condição de ganhador e perdedor como transitória, fica mais fácil aceitar a derrota e, no caso de vitória, não desrespeitar quem perdeu. “Muitos professores da Educação Infantil têm receio de propor jogos de regras por temer o sentimento de fracasso e frustração”, ressalta a pedagoga Maria Carolina Villas Bôas, de São Paulo.”Mas o ganhar e o perder ainda não carregam nessa fase o mesmo valor que têm para os adultos.” Outro ponto é a importância de respeitar as regras, o que não é difícil: os próprios colegas se encarregam de cobrar o uso delas.”Os combinados são aceitos pelo prazer de estar junto com os outros”, explica Maria Carolina.”O que não se submete tem dificuldade de encontrar parceiros.” Na Educação Infantil, a garotada está mais voltada para a própria jogada, ainda não antecipa a do colega e nem prevê os próximos passos. À medida que se familiariza com as regras, a criança desenvolve uma visão mais geral e percebe que isso ajuda a dominar os truques e jogar melhor.
OUTRAS OPÇÕES
JOGO DA MEMÓRIA Com o objetivo de levar os pequenos a identificar figuras iguais, desenvolve a localização espacial e a quantificação das cartas tanto por meio da contagem como da comparação do tamanho dos montes.
GATO E RATO O gato tem de furar o círculo que os colegas fazem com as mãos dadas para proteger o rato, que fica no centro. Trabalha tanto a cooperação visando um objetivo como a questão motora.
JOGOS DE PERCURSO Em um tabuleiro, os participantes lançam dados que determinam quantas casas o peão deve percorrer. Como envolve sorte, iguala participantes com diferentes habilidades e desenvolve o conhecimento numérico.
BOLICHE O número e a posição das garrafas é indiferente. Nesse jogo, é preciso contar e registrar os pontos e afinar a habilidade com a bola.
Participar de jogos de regras...
Desenvolve a criação de estratégias.
Trabalha limites para viver em grupo.
Estimula acooperação e acompetição positiva.


“Brincar com as crianças não é perder tempo, é ganhá-lo, se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.”

Carlos Drummond de Andrade

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